Las Vegas, Disneylândia para maiores
Fotos: LVCVA
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Localizada no Estado de Nevada, a cidade é um fascinante playground para adultos, com opções para todas as orientações sexuais, incluindo shows de drags e ícones gays, como Cher, que faz temporada no Colosseum |
Se as cidades fossem
pessoas, Las Vegas seria uma
drag queen. E que drag queen!
A atmosfera é toda kitsch e
a arquitetura é praticamente
cenográfica, com cópias de
cartões-postais de outros
lugares do mundo, como as
pirâmides de Gizé, no Egito,
ou a Torre Eiffel, de Paris.
Acrescente-se a esse cenário
uma quantidade inigualável
de luzes de néon e
gigantescos hotéis-cassino
que parecem competir entre
si nos quesitos luxo, brilho
e suntuosidade. Entre torres
espaciais que simulam discos
voadores e réplicas dos
canais de Veneza, com
gôndolas inclusive, vê-se de
tudo em um passeio pela
cidade.
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A extravagância exacerbada
de Las Vegas impressiona.
Principalmente porque a
região tinha tudo para não
ter nada, ou seja, ser só
mais uma das quentes e
empoeiradas vilas que
atravessam o deserto de
Mojave, o menor dos quatro
desertos americanos.
Ao invés disso, a cidade –
cujo nome significa “as
planícies” – resolveu ter
tudo. Tudinho em termos de
diversão para maiores de
idade: bares, boates,
espetáculos de striptease,
cassinos, máquinas
caça-níqueis, shows de
estrelas pop de primeira
grandeza e até licenças de
casamento expressas, em
cerimônias que oferecem,
inclusive, padrinhos de
aluguel. E todo esse leque
de opções hedonistas
funciona 24 horas por dia,
sete dias por semana.
Uma verdadeira indústria de
entretenimento encravada no
meio do nada, que chega a
atrair 40 milhões de
turistas por ano, segundo
dados do Órgão Oficial de
Turismo de Las Vegas.
Tamanho trânsito de pessoas
em busca de diversão, somado
à vocação liberal da cidade,
resulta em cena gay local
bastante animada e cheia de
opções.
Gay Vegas
- Las Vegas tem vários bares
e boates GLS. Alguns dos
mais concorridos são o
Badlands Saloon, o Charlie’s,
o Eagle, o Buffalo e o
Backdoor.
Já entre os clubes, o mais
novo é o Krave, a primeira
boate gay localizada na
Strip – apelido da Las Vegas
Boulevard, avenida que
concentra 90% dos pontos
turísticos. Ele fica dentro
do hotel-cassino Alladin, é
enorme e tem luzes
incríveis, mas talvez não
seja o mais fervido. Nessa
categoria, o Krave perde
para outros como o 8 ½ Ultra
Lounge, o Piranha (sim, os
nomes são esses mesmos), e o
Gipsy.
Como não poderia deixar de
ser, a cidade drag queen
americana também tem show de
drags: o espetáculo La Cage
já dura mais de duas décadas
e apresenta uma série de
covers de cantoras
emblemáticas. Para quem
gosta de atrações mais
quentes, há varias opções,
como uma casa de strip
masculino que leva o
sugestivo nome de Golden
Banana! E, embora não seja
uma atração exclusivamente
GLS, a atual temporada de
shows do Caesars Palace
parece ter sido talhada à
perfeição para o público
gay. Desde o início de maio,
e até outubro, quem ocupa o
palco do Colosseum é ninguém
menos que Cher,
com uma apresentação
incrível que marca o seu
retorno depois de dois anos
sem fazer turnês. Entre 1º
de junho e 12 de agosto,
durante um pequeno intervalo
na temporada de Cher, Elton
John e Bette Midler se
revezarão no famoso palco.
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